Chamo-me Ana Maria, já vou em meio século de vida e sou professora do 1º Ciclo (antigo Ensino Primário) há 3 décadas. A agricultura serve-me também como terapia, para alívio do stress causado pela profissão. É uma espécie de antidepressivo natural... Comigo funciona!Descendo de uma família de agricultores, desde há várias gerações até à atualidade. No entanto, o grosso da atividade ia para o tratamento dos animais (ovelhas) e produção de leite e queijo. À produção de hortícolas, pouca importância era dada, destinando-se apenas ao consumo ´familiar. As tarefas na horta eram tradicionalmente desempenhadas pelas mulheres da família. Eu, sendo a única descendente feminina da casa, coube-me aprender com a minha mãe as lides da horticultura. Por sorte sempre me interessei por essa tarefa. Com a minha mãe aprendi a sachar, a mondar, a regar, a colher (nomeadamente melancias), a tratar dos canteiros, enfim... um pouco de tudo!
Com ela (e com o meu pai) ganhei o amor pela terra e o gosto pela agricultura e pelos animais.
Sempre se praticou na nossa casa uma agricultura o mais natural e ecológica possível, mas de forma empírica. Lembro-me de a minha mãe ir ao galinheiro apanhar estrume para deitar nos canteiros, de deitar cinza do lume nos alhos, de estrumar a terra com o estrume das ovelhas, da burra, das galinhas e do porco. Nunca se usaram adubos nem pesticidas (apenas, muito para o final, me lembro de deitarem veneno para o escaravelho da batata).
Desde que a minha mãe deixou e poder cuidar da horta, e em parte para que ao passasse pelo desgosto de ver a terra abandonada, resolvi recuperar a horta e o galinheiro.
Mas os tempos mudaram!
Por convicção sou bastante naturalista e jamais praticaria uma agricultura que não fosse o mais natural possível. Usar adubos sintéticos, pesticidas, herbicidas... estava completamente fora de questão. Até que há 3 anos atrás me inscrevi num mini curso de agricultura Bio com o sr. Avelino Ormonde, da Bio Fontinhas (Açores)! Adorei e fiquei sinceramente interessada em aplicar as dicas aí aprendidas. Mudei algumas das minhas práticas e agora posso dizer que já sei alguma coisa!
Desde que a minha mãe deixou e poder cuidar da horta, e em parte para que ao passasse pelo desgosto de ver a terra abandonada, resolvi recuperar a horta e o galinheiro.
Mas os tempos mudaram!
Por convicção sou bastante naturalista e jamais praticaria uma agricultura que não fosse o mais natural possível. Usar adubos sintéticos, pesticidas, herbicidas... estava completamente fora de questão. Até que há 3 anos atrás me inscrevi num mini curso de agricultura Bio com o sr. Avelino Ormonde, da Bio Fontinhas (Açores)! Adorei e fiquei sinceramente interessada em aplicar as dicas aí aprendidas. Mudei algumas das minhas práticas e agora posso dizer que já sei alguma coisa!
Nesta temática, ou se é Biológico ou não se é, ou seja, não se pode ser "meio biológico"!
E eu neste momento considero-me uma agricultora 100% Biológica, como poderão conferir neste Blogue.
Espero a vossa visita regular e desejo ajudar-vos (ou ensinar-vos) a tratar de uma horta, em modo Bio.
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